martes, 8 de julio de 2014

NÓS-UNIDADE POPULAR REIVINDICOU ESTE 27 DE JUNHO A REPÚBLICA GALEGA


Publicado em Sábado, 28 Junho 2014 12:08
NÓS-UP - Diversas cidades e vilas da Galiza registárom durante o dia de hoje, coincidindo com o LXXXIII Aniversário da proclamaçom da I República Galega açons simbólicas para reivindicar umha ruptura democrática, por umha Galiza livre, vermelha e lilás.

Na capital da Galiza, em Compostela, foi a Praça do Obradoiro fronte o Concelho o local escolhido, onde se despregou umha faixa com a legenda "República Galega".
Em Ferrol, o local escolhido foi também a Casa do Concelho, sediado na cêntrica Praça de Armas. @s militantes de NÓS-UP despregarom umha faixa com a legenda "República Galega" acompanhado polo nosso escudo nacional desenhado por Castelao.
Vigo acolheu também umha açom reivindicativa neste 27 de junho. Militantes da nossa organizaçom despregavam no Castro umha faixa com a reivindicaçom soberanista.
Na comarca da Lourinha, o local escolhido foi o Concelho de Porrinho onde vários militantes despregárom umha faixa com a bandeira nacional e a legenda "República Galega".
Finalmente no Condado o painel de Espanha sediado na entrada a Galiza pola ponte internacional era tapado e substituido por um outro dando a "Bem-vinda à República Galega" acompanhado da bandeira e o escudo nacional.
Com estas açons simbólicas, a esquerda independentista quer recuperar a nossa memória histórica, e reivindicar a proclamaçom há 83 anos da República Galega.
Hoje, no dia da nossa República, no dia da República Galega, NÓS-Unidade Popular apela ao avanço sem trégua, pola ruptura democrática, por umha Galiza ceive, socialista e feminista.
Pola II República Galega!
(Foto capa Fernando Blanco)






FESTA DA REPÚBLICA GALEGA: “O 27 DE JUNHO REAFIRMA-NOS COMO POVO”

Publicado em Segunda, 16 Junho 2014 16:35

Diário Liberdade - O Diário Liberdade entrevistou a Comissom da Festa da República Galega, que vai decorrer no dia 28 de junho no concelho de Ordes. Umha nova ediçom de umha atividade pioneira na recuperaçom e popularizaçom de umha experiência histórica como a da proclamaçom da I República Galega naquele 27 de junho de 1931, há agora 83 anos, num contexto de luitas operárias e de reaçom nacional perante a marginaçom da Galiza por parte do Estado espanhol, que sob a forma da nascente II República dava continuidade às mesmas políticas desenvolvidas durante o regime da I Restauraçom bourbónica.

 Como surge a ideia de celebrar esta festa?
Um achádego nos arquivos municipais por parte do companheiro Carlos Calvo (hoje infelizmente preso, achamos que de maneira injusta) de um exemplar do jornal “El Pueblo Gallego”, no que aparecia um surpreendente titular (“Num grandioso comício revolucionário, é proclamado o estado galego”) empurrou-nos muito rapidamente a tomar a decisom de fazer algumha cousa, para divulgarmos aquilo que, incompreensivelmente, sendo um episódio especialmente combativo da história da Galiza, permanecera até aquele momento esquecido e silenciado. Houvo umha reuniom entre gente da zona, entidades culturais e gente interessada a título individual e, num primeiro momento, as associaçons culturais Lucerna, de Cerceda; Foucelhas, de Ordes e A Revoltaina, da Laracha decidem organizar umha Festa da República Galega, da que já vamos celebrar a quinta ediçom. Houvo outras associaçons que rejeitarom participar da iniciativa.
Em quê consiste a festa e qual é a sua finalidade?
É umha festa arredor de um feito que queremos recordar, relativamente recente, agochado pola história oficial que nos reafirma como o povo que nunca esqueceu a ideia de se libertar e ser dono de um futuro de seu.
A jornada inclui jogos, poesia, música, jantar em comunidade...isto todo com intençom puramente lúdica e também reivindicativa. É também um espaço para dar a conheçer projectos diversos (centros sociais, cooperativas, etc.) que formam parte desde a prática da construçom da nossa soberanía (política economica, social, cultural) e polo tanto da construçom de umha futura República Galega. Serve como cenário pra conhecer-nos e para afortalar iniciativas. Por dizê-lo de umha maneira sintética e à vez poética:
É um dia de carinho à terra e aos indivíduos que a habitam respeitosos nos seus atos diários, e a quem usam a cabeça e as maos para lhe dar valor, e nunca tirar-lho.
Quê balanço fazedes da experiência acumulada até o de agora e quais som os vossos ojetivos para um futuro imediato?
O balanço tem que ser positivo, porque aos poucos participam mais pessoas e cresce um bocado mais sem perder a essência de ser umha festa popular, organizada desde a base. Os objetivos continuam a ser os assumidos num princípio, dar a conhecer esta data, dar-lhe a vissibilidade e a importáncia histórica que merece. Que se popularice e se extenda.
Esta festa deveria crescer ou deveriam surgir réplicas a nível comarcal/local? Quê seria o ideal?
Preferimos muita gente que lembre a data e a celebre, ainda que seja na sua casa, ou no seu bairro. É um dia para sacar a bandeira fachendos@s.
O que hoje nós disfrutamos na nossa pequena festa, que muita outra gente o disfrute, presentes nós ou nom.
Porquê devemos reivindicar a República Galega?
É a única forma de ser realmente partícipes de nosso própio destino; quem melhor do que nós pode saber o que nos convém! É inviável a nossa libertaçom como classe e a construçom de um futuro de justiça social sem sermos conscientes de que os nossos problemas como trabalhadoras e grande parte da incapacidade para fazer-lhes frente de jeito efetivo se deve à nossa dependência de Espanha e a um subjugamento a poderes externos.
É a reivindicaçom da República Galega umha ideia contraposta ou antagónica com a reivindicaçom da República Espanhola?
Desejamos-lhe viver em república a qualquer povo, nom é portanto umha reivindicaçom necessáriamente antagónica, sempre que obviamente haja um respeito cara os direitos nacionais do nosso povo, cousa que haveria que dizer que nom sempre acontece desde o republicanismo espanhol. Polo demais, se se agir inteligentemente, as luitas de emancipaçom nacional que se desenvolvem nalgumhas latitudes do Estado espanhol e a reivindicaçom republicana na Espanha podem ser fatores que operem combinadamente para ruptura com o regime atual: as classes operárias dos diferentes povos temos um inimigo comum.
A gente que assiste à festa, fica com algumha cousa da mensagem?
Achamos que sim, é por isso que volta e traz a nov@s amig@s consigo. Já nom som bechos raros quem reivindicam a república para Galiza, somos gente do comum, que no seu dia a dia estranha-a; fartos de descobrir umha e outra vez que a nossa história está cheia de tamanha farta de mentiras que já nom estamos dispostos a acreditar mais nada, que na "república que está o porvir" e que imos viver.
Quê deveríamos aprender do acontecido o 27 de Junho de 1931?
Pois de aí deveriamos recolher o exemplo de umha classe operária galega que pola primeira vez assome numha reivindicaçom laboral o papel de subjeito autónomo sem a mediaçom de dirigências nem siglas espanholas. Isto, sem haver sindicalismo nacionalista! Já quigéramos muitas vezes que houvesse essa iniciativa a dia de hoje, de romper com dinámicas marcadas desde Madrid! Polo demais, tendo em conta que a proclamaçom da República Galega surge como resposta a umha situaçom de marginalizaçom sócio-económica da Galiza por parte da Espanha, isto deveria ajudar-nos a compreender que a independéncia é umha questom de justiça histórica, para além de que é necessária na estratégia para construir um outro sistema nom capitalista. É umha data muito importante para a nossa autoestima como povo, também é para romper com o tópico da Galiza submissa.
E por último, porquê temos que assistir o 28 de Junho à Festa da República Galega?
Para partilhar umha data relevante entre gente da mesma sensibilidade, para contruir um espaço de confraterniçacom, esperança, alegria e luita, e para passá-lo bem e beber e dançar, claro.







ATEÍSMO CAPITALISTA


Ahora asoma en Valencia una asociación de ateos que intercambia cinco euros por cada crucifijo
La buena voluntad se le supone a cualquiera, siempre que no lo conozcas bien, pero otra cosa distinta es que su ejercicio social conduzca a la resolución real de problemas de envergadura. Los políticos no están solos en el origen de su ejecutoria pública. Disponen, o no, de los votos ciudadanos precisos para erigirse en nuestros representantes, pero también, se supone, de una ingente formación teórica que les cualificaría para tomar decisiones de importancia en nombre de sus votantes o de la ciudadanía en general. Y en ese punto se cuece, entre otras cosas, una asimetría profunda, muchas veces mortal, entre la realidad y el deseo, que termina por heder como una tumba mal sellada. Incluso el núcleo inspirador de Podemos puede alcanzar sus meses de gloria a cuenta de una panoplia de afirmaciones apresuradas que coincidirían con las que rumia el hombre de la calle, caracterizadas por la sencillez de las respuestas frente a la magnitud de las preguntas. Ya explicarán en su momento cómo se las apañarán para hacer política verdadera, tan repleta de argucias necesarias como de recovecos alucinados y armarios acorazados.

La verdad es que demasiado a menudo la izquierda se ha dejado llevar por posibles evidencias que han resultado devastadoras. Incluso las de algunos de sus presuntos pensadores. Por ejemplo, todavía horroriza la frase con que se abre el libro de Simone de Beauvoir, El pensamiento político de la derecha, de tanto predicamento en fechas no muy lejanas: “La verdad es única, el error, múltiple; no es casual que la derecha profese el pluralismo”. ¿Conoce el taimado lector una declaración más transparente de autoritarismo biempensante? No cabe duda de que Fidel Castro se echó a la sierra cargado de las mejores intenciones y sufriendo calamidades sin cuento para liberar a su país de las ignominias de Batista, es cierto. Pero, ¿era necesario que poco después arremetiera contra los homosexuales cubanos hasta el punto de imposibilitarles la vida? Y el Che Guevara, ya liberada Cuba, ¿qué hace en Bolivia con quince compañeros dispuestos a liberar desde allí el subcontinente? Hay en su diario de entonces una anotación escalofriante, cuando cumple 39 años: “Con esta edad —viene a decir— tendré que replantearme mi futuro como guerrillero”. El presunto “hombre nuevo” muere en combate y se comporta como un héroe trágico: “vas a matar a un hombre”, le dice a su asesino borracho.
Y ahora asoma en Valencia una asociación de ateos que intercambia cinco euros por cada crucifijo o cualquier otra imagen religiosa expuesta en público, ya se trate de colegios, iglesias, ayuntamientos, hospitales, etc., en una operación que en cierto modo apunta hacia el ateísmo capitalista. Un pensador marxista de mucho postín, catalán para más inri, Manuel Sacristán, dejó dicho que no era ateo, ya que se prueban las existencias y no las inexistencias. J. P. Sartre prefería otra vía, acaso más cristiana: “El ateísmo es una empresa de largo aliento; creo haberla apurado hasta el fin”. Y sin percibir ni un duro por ello.






A PRESIÓN POPULAR ESTÁ A PIQUES DE POÑER FIN A 23 ANOS SEGUIDOS DE TOURADAS NA CORUÑA

A un mes para a semana na que tradicionalmente teñen lugar os eventos taurinos no Coliseo, estes non teñen quen os organice polas perdas que xeran, que o concello xa non poderá tapar sen expoñerse a un enorme escándalo.
R.S. Domingo 06 de xulio do2014
Coliseo baleiro durante unha tourada.
A un mes para a semana na que tradicionalmente teñen lugar os eventos taurinos no Coliseo, estes non teñen quen os organice polas perdas que xeran, que o concello xa non poderá tapar sen expoñerse a un enorme escándalo.
Na segunda semana de agosto -ou sexa, dentro dun mes- é cando adoito se celebran as touradas na Coruña, un costume que estaba desaparecido e que só unha elite reclamaba pero que devolveu á cidade o ex-alcalde Francisco Vázquez en 1991. Desde entón, todos os anos se celebraron estes discutidos eventos no Coliseo de A Vedra, na entrada á urbe. Até agora. Todo indica que, 23 anos máis tarde, as touradas abandonan A Coruña, acosadas polas protestas populares e a falta de afección.
No concello se presentaron 90.000 sinaturas en contra das touradas, que son rexeitadas pola inmensa maioría de habitantes da Coruña
90.000 sinaturas en contra das touradas, que apenas convocan a algo máis de 1.500 persoas en cada cita -nun recinto para 9.000- a pesar das moitas localidades que se agasallan. Eses son os números. Na presión popular -tamén simbolizada nos centos de persoas que se manifestaron hai un ano contra as corridas, en resposta á chamada de Galiza, Mellor sen Touradas- está unha das claves da case segura desaparición deste discutido espectáculo das festas de verán da Coruña. Ten fondo político. É imposíbel organizalas sen subvención do concello, algo ao que segundo algunhas enquisas oponse o 80% da poboación.
Non está o goberno de Carlos Negreira para facilitar unha polémica así -a oposición leva tempo moi vixilante sobre o asunto, mesmo o PSOE que apoiou o evento durante dúas décadas- e por iso prefire deixar morrer por inanición as touradas, que só defenden unha minoría que aínda espera que se produza unha concesión express que rescate a feira -a licitación en maio quedou baleira- ou pide que se trasladen o que chaman festexos ás festas patronais de outubro, na práctica inexistentes alén da Cidade Vella. Así que todo indica que este ano, para alegría da cidadanía contraria a elas -maioritaria en Galiza- non haberá touradas na Coruña.
Parlamento
Por outra parte, o martes debaterase no Parlamento galego a posibilidade de prohibir o acceso a menores de 16 anos aos espectáculos taurinos. En Pontevedra -sen ningún tipo de apoio municipal- si se celebrarán touradas de novo este ano









JUECES POR LA DEMOCRACIA RECHAZAN QUE SE PRIVATICEN LOS REGISTROS CIVILES EN ESPAÑA

El portavoz de Jueces para la Democracia (JpD), Joaquim Bosch, ha rechazado que “se privaticen” los registros civiles y que “se les aparte del control público imprescindible”, después de que el Consejo de Ministros aprobara el viernes que sean los registradores mercantiles quienes en el futuro se encarguen de su gestión.
Para Bosch, resulta “especialmente criticable” que la decisión se haya tomado “sin el más mínimo debate entre las fuerzas políticas y los sectores afectados, ni la búsqueda del consenso necesario ante una cuestión de relevancia”.
Dicho esto, ha advertido de que los datos personales “más importantes” de los ciudadanos como las inscripciones de nacimiento o las de defunción dejarán de estar “bajo el control de la administración pública”, pasando a la gestión de “oficinas organizadas como empresas privadas, con todos los peligros que ello puede conllevar para la privacidad de las personas”.
Por otro lado, ha afirmado que es “evidente” que se van a producir unos “nuevos costes de personal que, con toda seguridad, habrán de ser asumidos a través del pago de aranceles por parte de los usuarios o a través del pago directo del servicio por parte del Estado a los registradores mercantiles”.
“Resulta contradictorio que, con los impuestos de la ciudadanía, se hayan invertido unos 130 millones de euros en la modernización, informatización y digitalización de los registros civiles y que ahora el Gobierno aproveche esta mejora para asignarla a la gestión privada, con efectos lucrativos para sus gestores”, ha concluido.

catalunyapress

IZQUIERDA ESPAÑOLA A POR MADRID

Madrid, 6 jul (PL) La izquierda española prepara hoy un plan de confluencia de fuerzas políticas y sociales con el que confía terminar 26 años de predominio del Partido Popular (PP) en Madrid en comicios previstos para 2015.
En opinión del coordinador general de Izquierda Unida (IU) de la capital, Eddy Sánchez, el cambio es una realidad cercana en la ciudad, donde -opina- la respuesta ciudadana adquiere una dimensión y una profundidad mayor que en el resto del país.
En un artículo de opinión en la publicación digital Público, Sánchez estima que aunque la idea de ganar Madrid moviliza a un amplio sector de la sociedad, en estos momentos ninguna fuerza política, social o sindical por sí sola puede construir una alternativa.
La convergencia, por tanto, es la palanca del cambio, en opinión del joven político, quien aboga por pensar en términos de mayorías sociales, las cuales, dice, no articulen en torno a una suma de siglas ni el debate de los nombres se imponga al de las ideas.
Los tiempos políticos se aceleran. Los marcos de oportunidad aparecen, pero si no se aprovechan, terminarán cerrándose por mucho tiempo, advirtió Sánchez.
Los resultados de las elecciones europeas del pasado 25 de mayo provocaron un ambiente positivo en sectores de izquierda y grupos ciudadanos afectados por la política económica aplicada por los dos grandes partidos, el PP y el Socialita Obrero Español (PSOE).
Ambas agrupaciones sufrieron un fuerte descenso que, de trasladarse a las elecciones generales de 2015, cambiará el panorama nacional, pues ambas organizaciones no llegarán en conjunto al 50 por ciento de los votos.
En opinión de varios políticos, el escenario ofrece la posibilidad de derrotar al llamado bipartidismo al menos en algunas ciudades y regiones, proyección que ya en Barcelona marcó la aparición de Guanyem Barcelona, una plataforma unitaria.
La iniciativa encabezada por Ada Colau, dirigente de movimiento de defensa de los desahuciados, estimuló acciones similares en Madrid, donde fue significativa la aparición electoral de Podemos en las elecciones europeas del pasado 25 de mayo.
Este nuevo partido -que obtuvo más de 1,2 millones de votos con tan solo cuatro meses de creado- logró movilizar a sectores tradicionalmente apartados de la política con un discurso novedoso y caras frescas.
Si bien algunos atribuyen parte de su éxito a la atracción de votos de IU, lo cierto es que Podemos, con el profesor Pablo Iglesias a la cabeza, parece haber tocado la sensibilidad de un sector, sobre todo juvenil, hasta ahora ubicado al margen de los procesos electorales.
En la capital española, además de los partidos, se suman a la proyección de cambio una red de movimientos sociales organizados, surgidos como resultado de las protestas callejeras contra los recortes, el desempleo y los desahucios.
La semana anterior fue creada Municipalia, una primera aproximación a un confluencia de posiciones con proyección electoral y participación de miembros de los partidos IU, Podemos y Equo, y activistas sociales.
Entre las agrupaciones más visibles se encuentran la Federación de Asociaciones de Vecinos, Movimiento por la Democracia, Juventud Sin Futuro, Alternativas desde Abajo, Oficina Precaria y Patio Maravillas, muy activas en acciones callejeras.
Fuentes de IU, Podemos y Equo adelantaron la disposición a trabajar por una confluencia que aglutine partidos políticos con las fuerzas sociales, que hasta ahora han demostrado su fuerza en las calles con movimientos como el de los indignados en 2011.
Este proceso va paralelamente al de estructuración de Podemos y una renovación que comienza a apreciarse en IU, cuya organización en Madrid decidió realizar un gran encuentro político el próximo octubre con la vista puesta en las elecciones municipales y regionales de 2015











INFORME SOBRE MALLORCA


Vale la pena que conozcan todos lo que ha sucedido en Mallorca desde el viaje de la jueza Servini.
Como tantas veces nos ha pasado, ciframos esperanzas en que se practiquen determinadas diligencias, por ejemplo, que viaje la Jueza o que haya videoconferencias, o que se hagan nuevas imputaciones (me refiero a esperanzas frente a posibles acciones de la justicia argentina, claro), y las esperanzas quedan frustradas, o bien, para que se realicen, debemos esperar mucho tiempo. Algo similar nos parecía que sucedía en Mallorca. Digo “nos parecía” porque en realidad las cosas tuvieron un desenlace imprevisto.
Uno de los lugares que la jueza había dicho que visitaría era Mallorca. Pero cuando llegó nos dijo que no tendría tiempo. Para nosotros fue una verdadera angustia. A pesar de los esfuerzos de nuestra compañera María Antònia Oliver, la noticia de que prestarían declaración había llegado a las interesadas, y frustrar así su entusiasmo era incluso cruel.

Por suerte María Antònia tuvo una idea que resultó muy buena: que fuéramos a Mallorca Máximo Castex y yo, que habíamos acompañado a la jueza en su viaje por el País Vasco y, al menos, mostráramos la cara de dos de los abogados que las representaban. No dudamos y partimos por la mañana para regresar a la noche. Por supuesto, no pensamos en ningún momento decirles que su declaración ante nosotros tendría el mismo valor que si lo hicieran frente a la jueza, pero escuchamos a cada una, sin límite de tiempo, con calma pero a la vez con ciertas formalidades que le dieran ese toque jurídico que era necesario darle. Por ejemplo, les preguntamos qué querían agregar a sus querellas como petición concreta. Redactamos un escrito para cada una, incluyendo esa petición, que firmaron y firmamos. (Tomamos de ese modo cinco declaraciones, a pesar de que la jueza había previsto tomar sólo tres). María Antònia había dado bastante difusión a nuestra visita en la prensa: vinieron varios medios a entrevistar a los declarantes. Esto suponemos que ha tenido alguna influencia en lo que sucedió después…
Y que no nos podíamos imaginar que sucedería.
Cuando habían transcurrido ya varios días desde la partida de la Jueza para Buenos Aires, María Antònia me dice que han citado a dos de las personas con las que nos entrevistamos, Catalina Moyá Bauzá y Francisca Mas Mesquida, al Juzgado de Instrucción número 1 de Manacor (Mallorca) para que prestaran declaración el 19 de junio, en “auxilio judicial internacional” (es decir, en cumplimiento del exhorto (la comisión rogatoria) enviado por el Juzgado argentino). Y pocos días después me hace saber María Antònia que Isabel Antich había sido citada al Juzgado de Instrucción número 4 de Palma de Mallorca a los mismos efectos.
Sinceramente nos sorprendió. Aunque sabíamos que la jueza tenía los nombres y los había incluido en el escrito en el que solicitaba a la Corte Suprema la autorización para el viaje, no teníamos idea de que había enviado efectivamente exhortos a Mallorca. Y mucho menos imaginábamos que se les daría cumplimiento aunque ella ya no se encontrara en territorio español.
Las declarantes estaban muy emocionadas y muy felices al mismo tiempo. (Los compañeros que han prestado declaración conocen muy bien ese sentimiento). Tuvieron la posibilidad de exponer extensamente sus casos y tenían ese sentimiento único que se experimenta cuando se sabe que se está haciendo algo “por primera vez”. No sólo era la primera vez para ellas, era la primera vez que se hacía: denunciar ante un juez español, sin la presencia de la jueza argentina, los crímenes del franquismo… Allí se comprobó lo acertado que había sido su “declaración” ante nosotros, dado que pudieron incorporar a su expediente las peticiones que habíamos firmado cuando nos entrevistamos con ellas en Palma.
No podemos dejar de agradecer a los abogados de Mallorca que colaboran con la Asociación de la Memoria y que las han acompañado.
Si bien las personas citadas son querellantes en la causa abierta en la Argentina, y al declarar estaban complementando su querella, lo que significa que esta diligencia judicial se realizó en el marco de la causa abierta en la Argentina, no se puede pasar por alto que los  jueces de Mallorca demostraron su voluntad de cooperar con la justicia argentina, que ejerce en este caso la jurisdicción universal. Tenían una buena excusa para no hacerlo, la ausencia de la jueza argentina. Hay, por lo tanto, una señal muy positiva en esta actitud.
Los casos de cada una de las dos primeras declarantes ya han sido descritos en un  Comunicado que ha enviado María Antònia. El caso de Isabel Antich, que ha declarado ayer, tiene un grado más de crueldad: su padre, herido con arma de fuego, fue quemado vivo junto a otros, públicamente… Hasta la jueza que le tomó declaración no pudo evitar las lágrimas.
Esperamos que la actitud de estos jueces sea una señal de que los ladrillos del imponente muro de impunidad que han construido otros jueces españoles empiezan a resquebrajarse.
Un abrazo a todos
Ana

Plataforma Comisión de la Verdad